NAVIGATION

AD São Miguel dos Campos

Image

Em 1933 chegou a São Miguel dos Campos/AL, o evangelista José Antônio de Almeida e, guiado por Deus evangelizou o marceneiro Augusto Sertão. A perseguição foi grande e o evangelista para sobreviver teve que voltar a Maceió....LEIA MAIS

SOCIAL MEDIA

destaque

LIÇÃO 9 - CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues

LIÇÃO 9 - CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues | AD São Miguel dos Campos

Texto: Efésios 6.13-20

Introdução: Se na lição anterior vimos que há uma guerra espiritual, pois nossa ―luta não é contra carne e sangue‖, aqui, o apóstolo usa a metáfora da armadura para mostrar a realidade dessa guerra. Assim, veremos que o apóstolo usou os instrumentos bélicos como metáfora de uma realidade que todos vivemos. Há uma batalha espiritual e, para enfrentá-la, precisamos estar bem preparados com as armas espirituais. Devemos estar prontos, e armados, a fim de lutarmos e vencermos essa guerra. Boa aula!

I - A GUERRA

-A guerra em si mesma é incompatível com o espírito cristão, mas aqui o apóstolo a usa como metáfora a fim de mostrar a realidade da batalha espiritual.

- A armadura do soldado romano representa a armadura de DEUS.

- Os calçados, o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do ESPÍRITO são armas usadas como ilustração.

-Ao longo dos séculos A Bíblia registra vinte batalhas principais

Desde a batalha dos israelitas contra Aí (1400 a.C. (Js 8.21-26) até Massada em 73 d.C.

-A Palavra Profética anuncia guerras até o fim dos tempos (Dn 9.26)

-Os antigos encaravam a guerra como algo sagrado. Faziam Sacrifícios antes de ir à guerra. Invocavam proteção das divindades (Jr 51.27). Essa prática era realizada, também, em Israel (1Sm 13.10-12; Sf 1.7). Deus, às vezes, permitia e ordenava a guerra no Antigo Testamento (1Sm 23.2-4). No Sentido metafórico O tema sobre a guerra não aparece no Novo Testamento. A guerra é incompatível com o cristão (Mt 5.9). A guerra aparece, também, num sentido figurado: Ilustra a luta contra a morte (Ec 8.8). Ilustra a maldade dos ímpios (Sl 55.21). Ilustra a nossa luta espiritual (2Co 10.3; 1Tm 1.18).

II - A ARMADURA E O SENTIDO METAFÓRICO 

-ARMADURA:(Strong Português) πανοπλια panóplia;”armadura inteira e completa”, inclue escudo, espada, lança, capacete, grevas, e peitoral.

-Paulo era um bom conhecedor da armadura de um soldado. Teve tempo em que Paulo era vigiado pela guarda pretoriana (At 28.16,30,31). Algumas cartas foram escritas quando Paulo estava na prisão(Ef 3.1; 4.1; Fp 1.13; Cl 4.3; Fm 9.10,13,23)

-A ARMADURA DE DEUS. O cristão está engajado num conflito espiritual com o mal. Esse conflito é descrito como o combate da fé (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), que continua até o crente galgar a vida do porvir (2 Tm 4.7,8; ver Gl 5.17 nota). (1) A vitória do crente foi obtida pelo próprio CRISTO, mediante a sua morte na cruz. JESUS travou uma batalha triunfante contra Satanás, desarmou as potências e potestades malignas (Cl 2.15; cf. Mt 12.28,29; Lc 10.18; Jo 12.31), levou os cativos com Ele (4.8) e redimiu o crente do domínio do maligno (1.7; At 26.18; Rm 3.24; Cl 1.13,14). (2) No presente, o cristão está empenhado numa guerra espiritual que ele trava, mediante o poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.13), (a) contra os desejos corruptos dentro de si mesmo (1 Pe 2.11; ver Gl 5.17 nota), (b) contra os prazeres ímpios do mundo e todos os tipos de tentações (Mt 13.22; Gl 1.4; Tg 1.14,15; 1 Jo 2.16), e (c) contra Satanás e suas forças (ver 6.12 nota). O crente é conclamado a se separar do presente sistema mundano (ver o estudo A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE), repudiando os seus males (cf. Hb 1.9; ver o estudo O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO), vencendo suas tentações e morrendo para elas (Gl 6.14; 1 Jo 5.4). Devemos tomar todas as armaduras de Deus, para depois, ficarmos firmes. Devemos usar a verdade como cinturão (v. 14a Is 11.5). A couraça da justiça (v.14). É uma armadura defensiva (1Sm 17.5). Sua função é proteger o pescoço, o peito, os ombros, o abdome e as costas. Paulo ilustra a defesa espiritual como ‘couraça da justiça’ (v. 14). 

III - ARMAS QUE ILUSTRAM O PREPARO DO CRISTÃO:

    3.1 O cinto da verdade. Satanás é um mentiroso e pai da mentira (Jo 8.44), mas o cristão cuja vida é controlada pela verdade o derrotará: “Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade [...]” (Ef 6.14-a). O termo “cingidos” do grego “perizonnumi” também usado pelo apóstolo traz a ideia de prender as vestes com um cinturão, cobrir-se. Já as palavras “lombos” vem da expressão “osphus” que fala do quadril lugar onde os hebreus achavam que o poder generativo residia por causa do sêmen (partes geradoras de vida), e “verdade” “aletheia” fala algo verdadeiro, sinceridade de mente. A verdade e a mentira são opostas (1Jo 2.21). A verdade, como as outras peças da armadura, é na realidade um aspecto da natureza do próprio Deus. Portanto, cingir-se com o cinturão da verdade é cingir-se de Cristo, pois Cristo é a “verdade” (Jo 14.6) (HANEGRAAFF, 2005, p, 53).

3.2 A couraça da justiça. Couraça é uma armadura defensiva que cobre o peito e as costas onde ficam os órgãos vitais como o coração e o pulmão. Uma couraça protegia um guerreiro contra um golpe fatal contra estes órgãos importantes:“[...] e vestida a couraça da justiça” (Ef 6.14-b). O peitoral, que consistia de duas partes, chamadas “asas”. A primeira cobria a região inteira do peito, a parte frontal do tórax e a outra cobria a parte das costas. A palavra “couraça” vem do grego “thorax”. Era colocada sobre peito e abdômen para proteger o coração e outros órgãos vitais do soldado. Um dos “órgãos” que o inimigo mais ataca é o nosso coração. Por isso, precisamos guardá-lo, porque dele procedem as fontes da vida (Mt 6.21; Mc 12.30). Não guardar o coração pode gerar marcas e sequelas: “Escondi a tua Palavra no meu coração, para não pecar contra ti” (Sl 119.11).

3.3 Os calçados do evangelho da paz. As chamadas “grevas”, eram os calçados como botas que protegiam os soldados do joelho para baixo. Os pés são a base do corpo; dão sustento e levam o corpo ao seu destino. Os soldados romanos usavam sandálias com cravos na sola para dar mais apoio aos pés durante a batalha, a fim de “resistir” e de “permanecer inabaláveis”. Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz representa dizer que devemos ir preparados e treinados andando em santidade de vida (Mt 28.18-20; Gl 1.6-7,11). Paulo fala da preparação dos pés para o conflito espiritual (Ef 6.15). Às vezes o inimigo na antiguidade colocava obstáculos perigosos no caminho dos soldados que estavam avançando. Por isso, Paulo usa a expressão “hupodeo” que significa: “calçar, amarrar, colocar calçado”. Os nossos pés são muito importantes para Cristo, pois é através deles que vamos pisar no território do inimigo. Se calçarmos as sandálias do evangelho, teremos os “pés formosos” (Is 52.7; Rm 10.15). Somos embaixadores da paz (2Co 5.18-21) e, como tais, levamos o evangelho para ganharmos almas.

3.4 O escudo da fé. O escudo mencionado nessa passagem é um escudo grande que protegia a maior parte do corpo do soldado e tinha beiradas com um formato que permitia a uma linha inteira de soldados encaixar um escudo no outro e marchar sobre o inimigo como uma parede sólida (WIERSBE, 2007, vol. 2, p. 76). Vale lembrar que, numa batalha em campo aberto, os soldados ficam mais protegidos dos dardos lançados pelo inimigo, quando se juntam fazendo seus vários escudos parecerem um só. O apóstolo nos diz: “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). A expressão “dardo” vem do grego “bélos” e significa: “míssil, flecha, lança”. O dardo era atirado contra o inimigo ainda à distância. Na batalha espiritual, os dardos inflamados podem ser uma cilada, uma armadilha; uma astúcia, esperteza e engano. Já o termo “inflamados” vem do grego “puroo” que é: “repleto de fogo, incendiado, carregados com substâncias inflamáveis”. O escudo cobre todas as brechas que o maligno usa para plantar dúvidas em nós sobre a Palavra de Deus. Mas, pelo escudo da fé, podemos vencê-lo (1Jo 5.4-5).

3.5 O capacete da salvação. Satanás deseja atacar nossa mente, e foi assim que derrotou Eva (Gn 3; 2 Co 11.1-3). O capacete da salvação refere-se à mente controlada por Deus: “Tomai também o capacete da salvação [...]” (Ef 6.17-a). Quando Deus controla a mente, Satanás não consegue fazer o cristão se desviar (WIERSBE, 2007, vol. 2, p. 76). O capacete, que protegia a cabeça, era feito de várias formas e de vários metais. O capacete da salvação protege nossa mente das mentiras do diabo e das influências do mundo (Rm 12.2). A cabeça é o membro que comanda o nosso corpo, e se esta apresentar fraqueza, tudo estará perdido. O capacete guardará nossa mente de ser atingida pelo inimigo (Ef 4.14).

3.6 A espada do Espírito. Enquanto o resto da armadura é em sua natureza armas de defesa, aqui se encontra a única arma de ataque na armadura de Deus. A espada, que tinha várias formas e dimensões, eram feitas de vários tipos de metais. Esse é o símbolo usado por Paulo para indicar a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada: “[...] e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. Quando foi tentando por Satanás no deserto, Cristo usou a espada do Espírito e derrotou o inimigo (Lc 4.1-13). 

CONCLUSÃO: Paulo conclui dizendo que O cristão, ORANDO... NO ESPÍRITO(6:18), vencerá. A guerra do cristão contra as forças espirituais de Satanás exige dedicação a oração, i.e., orando "no ESPÍRITO", "em todo tempo", "com toda oração e súplica", "por todos os santos", "com toda perseverança". A oração não deve ser considerada apenas mais uma arma, mas parte do conflito propriamente dito, onde a vitória é alcançada, mediante a cooperação com o próprio DEUS. Deixar de orar diligentemente, sob todas as formas de oração, em todas as situações, é render-se ao inimigo e deixar de lutar (Lc 18.1; Rm 12.12; Fp 4.6; Cl 4.2; 1 Ts 5.17).


REFERÊNCIAS:

-SOARES, Ezequias (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. RJ: CPAD, 2017.

-STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995.

-WIERSBE, W. W (Trad. Susana Klassen). Comentário Bíblico Expositivo NT. SP: GEOGRÁFICA, 2007.

 

O conteúdo e as opiniões expressas são de inteira responsabilidade de seu autor.

 

Deixe seu Comentário!



Top